Empréstimo bilionário do governo às distribuidoras vai deixar conta de luz mais cara em MS

A crise energética que o Brasil viveu ano passado motivada pela escassez hídrica vai começar a ser paga por toda a população. Isso porque a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) chegou à conclusão que os prejuízos das 53 distribuidoras de energia espalhadas pelo País atingiram à cifra de R$ 10,5 bilhões.

Através de um empréstimo aprovado, as distribuidoras serão reembolsadas e a população vai pagar a fatura em prestações nas próximas contas.

A presidente do Concen (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), Rosimeire Costa, explica que, mesmo sendo difícil de aceitar, a decisão da Aneel foi a menos traumática para a população. Caso fosse praticado um reajuste para repor as perdas, o valor seria mais elevado. Com o empréstimo a população vai pagar uma taxa por um período, que ainda não foi confirmado quanto tempo vai durar”, disse Rosimeire Costa.

O megawatt-hora, que agora custa R$ 120, chegou R$ 2.050,00 no ápice da crise.

Pelas regras estabelecidas pela Aneel, o dinheiro a ser recebido pelas distribuidoras virá de vários bancos públicos e privados. Neste caso, a finalidade é diluir os impactos financeiros da escassez hídrica em 2021 e reduzir a alta da energia neste ano. Em contrapartida, os consumidores pagarão o empréstimo em parcelas, por meio de um encargo na conta de luz, que será cobrado, a princípio, a partir de 2023.

As 53 distribuidoras de energia espalhadas pelo Brasil já vão receber a primeira parte do empréstimo bilionário, no valor de R$ 5,3 bilhões. Segundo Rosimeire Costa, presidente do Concen, esse prejuízo foi gerado porque sem água nos reservatórios, não foi possível gerar energia elétrica. Assim, o modelo termelétrico foi acionado, mais caro e mais poluente, para evitar apagões e caos energético.

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