Estamos nas mãos de quem?

Depois de enfrentar uma semana de quarentena em razão de uma Covid “levíssima” (completamente sem sintomas) e de ter feito, ao menos, cinco testes de antígeno, descobri que os resultados são baseados em simples interpretações, a depender de quem as faz. Deixa eu me explicar melhor.

No segundo dia com sintomas banais – espirros sucessivos e congestionamento nasal – resolvi fazer o teste de farmácia para ver se estava mesmo positivado. Só pra desencanar. Batata! Depois de 2 anos driblando o virus, ele acabou me pegando, mas de forma tão leve que, se não fosse o “positivo” do exame, eu nem saberia que estaria contaminado, pois os espirros e o congestionamento nasal são comuns em quem tem rinite alérgica como eu.

Bom, vamos lá cumprir os protocolos como o isolamento, certo distanciamento da mulher e da filha e o trabalho em home office. Medicação? Apenas um antigripal para aliviar o congestionamento nasal e a continuidade de um outro aí – que prefiro não citar o nome para não causar polêmica – que venho tomando desde o início da pandemia e sempre me manteve imune. Ah, uma vitamina C também caiu bem para aliviar o “estado gripal”. Dores no peito? Falta de ar? Cansaço? Nada disso! Foi uma contaminação tão leve que se não fosse o exame, eu nem saberia que estava com Covid.

Seis dias de “contaminação” e ainda sem apresentar qualquer sintoma, resolvi fazer mais testes. Marquei em dois locais diferentes para ter a certeza do resultado. Ledo engano: um deu POSITIVO e o outro, para minha surpresa, NEGATIVO! Mas como pode isso? Os testes foram feitos por técnicos treinados, com a mesma marca de material, nas mesmas condições, apenas em drive thru diferentes e num espaço de 1 hora entre um e outro.

É claro que eu não poderia ficar com aquela dúvida e corri, em seguida, para fazer mais um teste de farmácia. E este deu… tchan, tchan, tchan, tchan… POSITIVO!

Mas vejam bem a imagem abaixo. Positivo mesmo, indiscutivelmente, seria se houvesse ali duas “barrinhas” vermelhas, bastante nítidas. Mas o farmacêutico conseguiu enxergar no exame uma “sombra”, uma “manchinha” quase imperceptível que me classificou, novamente, como positivado. Alguem consegue enxergar alguma coisa aí?

Pois bem. A resposta do farmacêutico à minha cegueira para enxergar o tracinho foi um simples “Eu tenho que seguir determinados protocolos e pelo meu protocolo, o senhor ainda está positivado”. Ok.

Até aí tudo bem, eu sabia que estaria 100% livre no dia seguinte, de acordo com os protocolos da doença, como se confirmou depois. Mas o que me deixou preocupado foi o exame que deu negativo. Fiquei imaginando se quem atestou que eu nao tinha mais nada, tinha realmente uma boa visão para não enxergar o que o farmacêutico enxergou. Em que condições esse teste do drive trhu foi feito que “me liberou”, de certa forma, para sair por aí e ter contato com outras pessoas? Se eu não fosse uma pessoa esclarecida e não tivesse ido atrás de outros exames para me certificar de que ainda havia resquícios do virus em mim, eu teria saído por aí sem me preocupar em estar contaminando outras pessoas, feliz da vida por estar negativado!

Aí vem aquela pergunta que o diabinho faz no ouvido esquerdo da gente: “Quantas pessoas devem ter testado covid com falso positivo, ou falso negativo, e continuaram tocando suas vidas? Quantas pessoas ficaram em casa enquanto já poderiam estar trabalhando? Quantas pessoas saíram as ruas sem a certeza de que já não tinham mais nada? Isso me leva a duvidar da garantia que estes testes nos dão de que realmente são eficientes! E a resposta soa como a sirene de um trem: NENHUMA!

Pensando assim, outra pulga vem coçar atrás da minha orelha: se pode haver inúmeros testes falso-negativo ou falso-positivo, como confiar nos números da doença em todo o país que o “jornalixo” tem orgasmos em divulgar diariamente? Se só eu fiz 5 exames em menos de uma semana e 3 deles deram positivo, quantas contaminações entraram para a estatística? Sei não!

O que eu pude deduzir, meus amigos, é que estes resultados estão nas mãos de quem enxerga melhor, lembrando que cada um analisa essa cartelinha aí de acordo com o que vê. E em toda essa pandemia… você vê o que?

Em tempo: mesmo resultado teve a minha filha que foi considerada positivada com uma plaqueta como a da foto. E positivada com sintomas levíssimos que duraram apenas um dia. Detalhe: não foi vacinada. E agora, imunizada com o próprio virus, é que não será mesmo!

Informação Importante: Quando as pessoas se reinfectam com Covid-19, a probabilidade de hospitalização ou morte são cerca de 90% mais baixas do que em uma uma primeira infecção por Covid, segundo um estudo publicado no The New England Journal of Medicine por pesquisadores do Catar. Sendo assim, uma imunização semelhante ou até maior do que as próprias vacinas conferem.

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