Três doses da Pfizer são eficazes contra Ômicron, diz farmacêutica

Estudos preliminares sugerem que a vacina da Pfizer com BioNTech é eficaz na prevenção da variante Ômicron do coronavírus quando aplicada em regime de três doses. As informações são das indústrias farmacêuticas divulgadas em comunicado nessa quarta-feira (8).

Os testes também indicaram que a cepa é mais resistente à imunidade induzida pelo ciclo de duas injeções, com um nível de anticorpos neutralizantes “significativamente menor” do que em outras versões do vírus.

Segundo a nota, indivíduos que receberam duas doses do imunizante exibiram, em média, redução de mais de 25 vezes nos títulos de neutralização contra a Ômicron. No entanto, os pesquisadores ainda acreditam que esse esquema vacinal pode fornecer proteção contra casos graves da doença.

Gravidade Indefinida

A variante Ômicron já foi detectada em 57 países, no entanto mais de 99% dos casos de covid-19 continuam a ser causados pela Delta. Embora a nova cepa do coronavírus esteja se disseminando rapidamente pela África do Sul, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a sua transmissibilidade ou o impacto no combate à pandemia em nível global.

Na África do Sul, onde a Ômicron foi registrada pela primeira vez, a incidência continua a aumentar, tendo sido notificados 62.021 novos casos entre 29 de novembro e 5 de dezembro – um aumento de 111% em relação à semana anterior, de acordo com o último relatório epidemiológico da OMS. Até agora, segundo o mesmo documento, já foram detectados casos da variante em 57 países.

“Considerando, no entanto, a circulação predominante da variante Delta em muitos países, particularmente na Europa e nos Estados Unidos, é muito cedo para tirar qualquer conclusão sobre o impacto que a Ômicron terá na epidemiologia global de covid-19”, esclarecem os especialistas no relatório divulgado nessa quarta-feira (8), antes de entrevista coletiova da OMS.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças estima que essa variante mais recente se torne dominante na Europa nos próximos meses. Porém, os especialistas consideram que é necessária mais informação para verificar se a Ômicron é mais infeciosa do que as outras estirpes ou se as vacinas poderão ser menos eficazes.

“Embora pareça haver provas de que a variante Ómicron pode ter uma vantagem de crescimento sobre outras em circulação, não se sabe se isso significa que tem maior transmissibilidade”, acrescenta o relatório.

(com informações da Agência Brasil)

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