Preço da carne altíssimo força a procura por miúdos e pés de galinha (Foto: Mali Maeder/Pexels)

Crise muda hábitos e procura por miúdos tem alta de 60% em Campo Grande

Com a crise econômica e a disparada de cerca de 30% no preço da carne em um ano, a procura por miúdos aumentou cerca de 60% nos açougues de Campo Grande. Em vez de coxão mole, patinho e contrafilé, o consumidor migrou para opções mais baratas como pé de galinha, bucho, fígado e mocotó. 

Outra mudança no comportamento percebida foi a compra de congelados que também aumentou cerca de 30%. Hambúrguer e steak de frango congelados são os mais procurados. 

O motivo da mudança no hábito alimentar dos campo-grandenses é claro. Enquanto o quilo do patinho custa R$ 43,90, o pé de galinha sai a R$ 5,99 o quilo. A diferença é que a alta no preço dos miúdos não é tão forte quanto a da carne. Se a carne aumenta 40%, por exemplo, o miúdo aumenta 20% diz o gerente de uma rede de supermercados da capital.

Os preços nos açougues da cidade tambem mostram que a preferência pelos miúdos se dá exclusivamente pelo preço. Enquanto fígado sai por R$ 18,50 o quilo, e os retalhos estão custando R$ 24,50, o filé mignon está a R$ 57 e o coxão mole está saindo por R$ 36 em dias de promoção. 

A alta acumulada no preço da carne bovina chegou a 36% entre agosto de 2020 e 2021, segundo o IBGE. O frango encareceu até mais nesse período: 40,4%. Os ovos subiram 20%.

O abandono da carne vermelha foi a saída para 67% dos brasileiros economizarem nas refeições, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada no mês passado.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o que impulsiona esse aumento é a arroba bovina, que teve alta de 27,57% nos últimos 12 meses.

(com informações do Midiamax)

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