(Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements)

3ª dose da Pfizer dispara anticorpos de pessoas vacinadas com CoronaVac

Um estudo preliminar uruguaio observou que uma terceira dose do imunizante da Pfizer/BioNTech contra a covid-19, em pessoas que receberam duas doses da CoronaVac, desencadeia uma produção 20 vezes maior de anticorpos contra o vírus.

O novo estudo foi apresentado, na última sexta-feira (24), por pesquisadores do Instituto Pasteur de Montevidéu e da Universidade da República (Udelar). Sobre os resultados, este é um “aumento muito significativo de anticorpos”, destacou Sergio Bianchi, pesquisador do IP e um dos autores do estudo.

Desde o começo de março de 2021, a equipe de cientistas acompanha a evolução dos níveis de anticorpos específicos contra o coronavírus em relação às vacinas e doses administradas no país. Vale destacar que o Uruguai é um dos países que lideram a aplicação da terceira dose no mundo, já que 24% da população recebeu três doses contra a covid-19.

O estudo envolve mais de 200 voluntários e ainda deve durar dois anos, sendo que amostras de sangue serão coletadas, de forma periódica, dos voluntários.

Na primeira amostragem, nenhum dos participantes apresentou anticorpos específicos contra o coronavírus, o que era de esperado. Na análise da segunda amostra, 100% dos voluntários apresentavam anticorpos antivirais específicos, mas em níveis variados. Após a terceira amostra, era possível observar uma queda geral nos níveis de anticorpos. Agora, depois da dose de reforço da Pfizer, os voluntários tiveram um aumento no nível de anticorpos, em média, 20 vezes maior do que o nível observado na segunda amostra.

Esta é a primeira evidência de uma combinação de duas doses de vacinas, feita por instituições locais de pesquisa. “Este era um resultado desejável, mas hoje o confirmamos com a geração de conhecimento nacional. Era fundamental saber avaliar. Estamos semeando coisas que vão nos dar segurança e garantias das decisões tomadas”, afirmou o Ministro da Saúde uruguaio, Daniel Salinas, em entrevista coletiva.

Por mais significativo que o número de anticorpos seja, é preciso lembrar que outros medidores são importantes para o sistema imunológico, como as células de memória. Só que estas não foram consideradas na análise. Dessa forma, é limitada a compreensão do nível de proteção de um indivíduo obtida, exclusivamente, através desse resultado.

(Canaltch – Fonte: El Observador)

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