Foto por Gustavo Fring em Pexels.com

ANVISA rejeita pedido de Butantã para aplicação de CoronaVac em crianças e adolescentes.

A ANVISA rejeitou hoje a aplicação de Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Com isso, a Pfizer segue sendo a única no país permitida mas, ainda, só a partir dos 12 anos.

Em decisão unânime, os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, rejeitaram o pedido feito pelo Butantã e decidiram que os dados fornecidos pelo Instituto, responsável pelo desenvolvimento da vacina no Brasil, são insuficientes para estabelecer o perfil de segurança na população pediátrica.

O fator determinante para a decisão foi que, até o momento, faltam dados sobre a eficácia, o tempo de proteção e sobre os efeitos em crianças com comorbidades ou imunossuprimidas. 

“Há que se lembrar que o sistema imunológico, ainda em fase de maturação nas crianças, se dá mais tardiamente…precisamos ter muita atenção”, disse Antônio Barra Torres, Diretor presidente da ANVISA.

Decisão coerente, já que estamos falando de crianças. Afinal uma coisa é autorizar o uso emergencial de uma vacina experimental em adultos, que podem decidir (ainda) se querem, ou não, tomar a vacina. Outra, é apostar na sorte com quem ainda mal começou a viver.

Sobre o Butantã, é bom lembrar que, até hoje, o instituto também não apresentou todos os dados sobre os estudos realizados na população já vacinada.

As justificativas são as mais diversas, como relata o site G1: “Os dados do estudo de imunogenicidade da CoronaVac ainda não foram entregues na sua totalidade à ANVISA por conta de divergências no método de análise”. 

Enquanto isso, a população segue acreditando e se vacinando, na esperança de que tudo, um dia, volte ao normal.

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