Mal, eu e Débora, colocamos nossa página do “Ta Bom Amor” no ar, já surgiu a pergunta que sempre recebi desde que as redes sociais foram criadas: “Vocês não tem medo da exposição, de abrir assim a relação de vocês?” Eu respondo primeiro perguntando: “Medo de que?”. Se eu não quisesse exposição alguma, jamais teria entrado para a televisão. Mais uma vez acabo percebendo que muita gente se incomoda com a felicidade dos outros e a inveja que isso pode gerar jamais será empecilho para que eu ou minha mulher interrompamos nossos projetos.

Aliás, quem se preocupa com a exposição, seja a dos outros ou a própria, jamais deveria ter entrado numa rede social, ter um email ou sequer usar o celular para receber ou enviar mensagens. E o principal de tudo: jamais teria cartão de crédito.

Para quem não sabe, muito antes do surgimento das redes sociais, as administradoras de cartão de crédito sabem de nossas vidas muito mais que nossos próprios companheiros ou companheiras imaginam saber. Há anos as empresas e bancos que sempre nos ofereceram cartões “gratuitamente”, “sem anuidades”, “com milhares de vantagens” o fazem com uma única intensão: conhecer o nosso comportamento e vender essas informações para lojas e sites que querem nos “empurrar” seus produtos.

Veja bem: as administradoras de cartão sabem exatamente, com uma simples analisada no extrato, onde vamos com frequencia, o que gostamos de comer, que tipo de roupa usamos, quantas vezes vamos ao salão de beleza por mês, onde compramos nossas revistas e jornais, onde abastecemos, tomamos café, fazemos nossos exames médicos e até a data em que geralmente cortamos o cabelo. Então, se você não tem perfil nas redes sociais mas, um dia, teve um cartão de crédito, saiba que a sua vida já foi exposta ao mundo de forma escancarada e você mal sabe disso.

Mas muita gente ainda vai dizer que todo esse tipo de informação ainda não entrega o que você pensa ou o tipo de relação que você tem dentro de casa. Eu direi que isso é um engano, mas vá lá, que seja então. Qual o problema nisso? Dizer quantas vezes eu bato boca com a minha mulher em casa ou se a gente faz sexo uma, duas ou 3 vezes por mês vai mudar alguma coisa na minha vida? Óbvio que não! Mas pode mudar na vida de quem está assistindo. Não somos um casal perfeito mas alguma coisa entre a gente deu tão certo que estamos há 13 anos juntos e cada vez mais apaixonados! Isso pode ou não motivar alguém?

Agora, quanto à inveja que isso pode gerar, só tenho uma coisa a dizer: isso não nos atinge! Somos tão espiritualizados e distantes desse sentimento mesquinho, que ter inveja da gente só nos fortalece. O nosso sentimento, que é muito maior e mais puro do que a inveja, é o de poder ajudar outros casais, através dos nossos exemplos, a superarem barreiras da relação que na maioria da vezes drenam o amor. Como a minha mulher diz: “Não é o amor que sustenta um relacionamento. É a forma de se relacionar que sustenta o amor!”.

Longe da gente essa coisa de nos tornamos “Coachs Matrimoniais” e nem queremos fazer dos nossos canais um consultório sentimental. Apenas queremos dividir com quem nos acompanha o que nos faz feliz. Se a gente conseguir com que pelo menos um casal melhore sua relação usando a nossa como exemplo, já terá valido a pena.

Não fazemos isso pra ganhar dinheiro, pra ficar famosos, nem para ter milhares de seguidores. Estamos fazendo isso porque “trabalhar juntos” nos motiva, melhora a nossa convivência e nos aproxima ainda mais, fortalecendo a nossa união. Essa é a forma que a gente encontrou de fortalecer o nosso amor.

E quanto à privacidade? Ah, essa deixo para quem não quer dividir nada com ninguém, nem a sua própria vida!