No momento em que os deputados aguardavam quórum suficiente (51 parlamentares) para iniciar a votação do relatório que sugeriu a rejeição da segunda denúncia contra o presidente, Michel Temer passou mal. Não foi pelo medo da votação dar errado, afinal, como na primeira denúncia, já tinha arquitetado planos para convencer os parlamentares a votar a favor do relatório. O motivo foi uma obstrução urológica. Temer foi levado para o Hospital do Exército em Brasília e passou por uma pequena cirurgia. No final da tarde desta quarta feira já passava bem, sem qualquer risco.

Dores à parte, o caso foi suficiente para despertar nos oposicionistas teorias conspiratórias de que tudo não passou de armação, na verdade mais uma estratégia política. Houve quem disse que a ida para o hospital foi para sensibilizar os indecisos, aqueles que ainda não estavam certos do voto a dar sobre o relatório. Afinal, quem seria tão desalmado de votar contra um presidente “enfermo”, né?

Bom, conspirações deixadas de lado, os deputados iniciaram a votação que até o fechamento desta coluna ainda não tinha terminado. Mas nem preciso de bola de cristal para prever o resultado, não é mesmo? Haja visto o que aconteceu com a primeira denúncia. Com certeza esta segunda vai mofar na gaveta como a anterior até que Temer deixe de ser presidente e alguém resolva julgá-lo de verdade.

Até lá, a vida no país da politicagem segue aos tropeços. Como sempre!