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Aquele cabelinho imitando peruca já era! (reprodução Globo News)

De terceiro homem mais rico do país – que ja figurou entre os 75 mais ricos do mundo – a um dos detentos da penitenciária de Bangu 9, no Rio de Janeiro – um complexo que abriga os mais perigosos criminosos do país. De uma fortuna que chegou a 13 bilhões de dólares (cerca de 45 bilhões de reais) a um patrimônio calculado hoje em 1 bilhão de dólares negativos. Ou seja: uma dívida monstruosa!

Usei o próprio título do livro autobiográfico para refletir sobre o homem que era um dos mais poderosos do Brasil e conseguiu, em tão pouco tempo, fazer tanta caca. Em pouco mais de quatro anos o “exímio” empreendedor, conseguiu torrar sua fortuna, se tornar suspeito em vários processos e acabar numa cela comum por não ter curso superior. E o pior, sem prazo definido para deixar a carceiragem. Se deixar, o que duvido muito.

Talvez até consiga um habeas corpus para responder as acusações em casa, mas se levarmos em conta a situação de Marcelo Odebrecht, outro bilionário que não conseguiu escapar da cadeia, mesmo possuindo recursos para isso (sem ter quebrado, claro) e com uma reveladora, mas ainda incógnita, delação premiada, o futuro de Eike me parece bastante nebuloso.

E assim como foi com o todo poderoso da Odebrecht e com outros mega-empresários, políticos e executivos, a prisão de Eike deixa ainda mais gente de cabelo em pé. Além daqueles, claro, que já estavam com o orifício anal nas mãos por causa de outras delações. Basta ver a íntima relação de poder que ele tinha com os Governos de Lula e Dilma.

Foi durante esse período que Eike de tornou um dos empresários mais ricos do país e do mundo, construiu um império bilionário de empresas nos setores de mineração, petróleo (olhe bem!), energia, logística, indústria naval, carvão, entre outras mais. Áreas importantes que qualquer atividade depende, exclusivamente, de concessões do governo. E como conseguir isso sem molhar a mão de alguém? Na verdade o que ele fez, e será revelado nos próximos episódios, foi não só lavar a mão, mas dar um banho completo nos que ajudaram a sua ascensão.

Uso indevido de informações privilegiadas foi apenas roubar balas de um baleiro perto do que ele fez. Ou foi credenciado a fazer. E o mais curioso disso tudo: o cara construiu um império que chegou a quase 50 bilhões de reais sem ser dono de um único navio, plataforma, mineradora ou parafuso – era tudo terceirizado. Na verdade, Eike construiu um belo patrimônio apenas no papel, pelo que consta.

Mas Eike também foi um filantropo. Pelo menos até onde sua fortuna lhe permitiu. Segundo uma reportagem da Revista Veja Rio (2011), o empresário doou mais de 250 milhões de reais para várias instituições, para a criação dos parques nacionais dos Lençóis Maranhenses, do Parque Marinho de Fernando de Noronha e do Pantanal Mato-grossense, além do patrocínio a oito filmes do cinema nacional (não me lembro de nenhum) e a doação de recursos para conclusão do Hospital Pro Criança, no Rio.

Agora, se esse dinheiro todo foi realmente para a administração desses projetos sem ter passado pelas mãos de políticos, é mais um “x” da questão.

Aliás, para quem não sabe de onde vem essa idolatria pela ante-penúltima letra do alfabeto, simboliza o potencial de gerar e multiplicar riquezas, o símbolo da multiplicação na matemática. Por isso cada empresa que criou tem o “x” no final.

E com isso, Eike Batista, que foi casado com Luma de Oliveira e tinha uma Mercedes e uma Lamborghini, avaliadas em 4 milhões de reais, enfeitando a sala da sua casa, também pode ser chamado de “profeta”. Afinal, ninguém melhor do que ele poderia prever um dia que aquele “x” também seria de “Xilindró”.

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Faltou tapete persa pra estacionar os carros em cima. (Foto O Globo)

O que as investigações vão demonstrar agora é para quem o ex-bilionário deu tantos “xeques” para “xegar” onde “xegou”.

Te cuida Xuxa! Pode sobrar pra você!