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Há duas frases que adotei na minha vida e que tem conduzido minhas atitudes e ações desde então. Há certo tempo tenho procurado trabalhar com a motivação, tentando impulsionar as pessoas a descobrir o valor que existe dentro de si próprias, incentivando-as a vencer obstáculos e não se deixarem vencer pelo desânimo, pelas dificuldades e pela preguiça mental. É claro que não sou nenhum especialista em auto-ajuda, mas vivi certas experiências que deram certo e tenho estudado formas de melhorar meu desempenho profissional, pessoal e espiritual, de  maneira a conquistar paz, tranquilidade e prosperidade nas minhas relações e no meu trabalho. E não há nada mais prazeroso do que dividir esta experiência com meus leitores.

Uma das frases que adotei é “Eu prefiro ser feliz do que ter razão”. Ouvi isso de um amigo uma vez e a adotei como uma espécie de mantra. Por que? Porque sempre digo que a felicidade ninguém nos tira, mas a razão podemos perder por qualquer besteira – numa discussão no trânsito, no debate com um colega de trabalho, ao falar de futebol, religião ou qualquer outro assunto que possa gerar polêmica. E para que gerar polêmica? Qual o benefício disso? Não é comigo!

Sempre que publico algo em meus posts nas redes sociais e percebo que gerou certa polêmica, colocando uns seguidores contra os outros, me sinto no dever de apagá-los para por um fim a uma discussão que não levará a nada a não ser linhas e linhas de exageros, demonstração de fanatismo, posições irritantes e teorias conspiradoras de gente que, muitas vezes, nem sabe o que está falando. Já cansei de ver exemplos disso em polêmicas criadas por posts de amigos no Facebook falando do atual momento que o país atravessa, com as investigações da Operação Lava-Jato e a possibilidade de um impeachment.

A outra frase que sempre entoo como inspiração é esta da foto acima: “Nunca fica mais fácil. Você é que fica melhor!”. Não vou perder tempo filosofando sobre o que ela significa pois não tenho tal propriedade, mas posso exemplificá-la.

Há cerca de 3 anos e meio, quando me mudei de São Paulo para uma cidade mais tranquila da região metropolitana, retomei minhas pedaladas com mais frequência. Comprei uma bicicleta nova e recomecei uma atividade que fazia há mais de 20 anos, mas que tinha dado um tempo em razão de uma cirurgia de doação de rim (já falei sobre isso aqui). Como estava sem treino há algum tempo, subir a ladeira que dava acesso a entrada do meu condomínio era um desafio ameaçador. Com 250 metros de comprimento e uma inclinação de fazer caminhão patinar na tração, aquela subida quase me fez desistir de voltar às pedaladas. Mas não, fui em frente! Toda vez que descia a ladeira, embalado, já pensava no martírio que seria a volta.

Na primeira tentativa, já cansado dos trinta minutos de passeio, desci da bike e empurrei logo no início. Na segunda vez, consegui subir uns 5 metros sem descer da bike. Mas o resto foi empurrando. Na terceira, melhor preparado fisicamente, venci a metade do caminho e pouco tempo depois eu estava subindo e descendo aquela rua maldita com um pé nas costas. Até hoje olho pra ela e tenho certos calafrios, mas já não é mais um desafio para mim.

O que aconteceu? A inclinação da ladeira diminuiu com o tempo? Claro que não! Fui eu que melhorei. Insisti no desafio, fui me preparando melhor, me aperfeiçoando, ganhando mais resistência, aprendendo novas técnicas e consegui vencer a subida que tanto me amedrontava.

O que quero dizer é que é assim na vida também. Os desafios que enfrentamos diariamente não ficam mais fáceis, é a gente que melhora na medida em que nos preparamos mais. Seja estudando, obtendo mais conhecimento, treinando fisicamente e superando obstáculos que impedem nosso crescimento pessoal e profissional. E um deles é nossa própria força de vontade!

Quando você, por exemplo, começa a subir alguns degraus na sua profissão, no seu trabalho. É ele, o seu trabalho que ficou mais fácil? Não! Se tivesse ficado, qualquer um que entrasse ali iria atingir o ápice do sucesso imediatamente. Nada ficou mais fácil ali, mas foi você que se preparou e foi ficando melhor com o passar do tempo, ganhou experiência, adquiriu mais conhecimento sobre o que você faz, conseguiu usar da sabedoria para superar certos obstáculos. E é assim em tudo que fazemos e buscamos.

Deixa eu contar outra história: na cidade e que cresci no interior de São Paulo, havia um trampolim imenso no clube que eu frequentava – uns 10 metros de altura. Quando adolescente eu tinha o maior medo de subir ali. Me batia uma vertigem que me deixava tonto, suando, tremendo… só de enfrentar os primeiros degraus que levavam à primeira plataforma, que tinha 5 metros de altura. Quando consegui chegar lá em cima, me arrastava como minhoca e mal olhava para baixo. Nesse momento, alguns amigos de adolescência passavam por mim correndo e se jogavam lá de cima como se estivessem saltando da borda da piscina.

Ao mesmo tempo em que estava com medo, eu ficava possesso por não conseguir fazer o mesmo.

Com o tempo fui criando coragem até conseguir ficar em pé, mas sem ainda saltar. Foi aí que um amigo chegou por trás e me empurrou. Aquela queda, para mim, durou uma eternidade. Eu não parava mais de cair. Mergulhei assustado, todo desengonçado, e saí da água como um gato quando jogado na bacia de água. Quando o coração desacelerou, olhei para cima e comecei a sentir que não foi tão ruim assim. Decidi subir novamente e, desta vez, saltar sozinho. Em pouco tempo venci o medo e comecei a saltar daquele trampolim, antes de altura interminável, como quem brinca na piscina infantil.

O que me fez melhorar ali foi aquilo que as vezes precisamos para vencer o medo e seguir em frente na busca de nossos sonhos: um pequeno empurrão!

Muitas vezes estamos presos ao que chamamos de “zona de conforto”. A vida esta sossegada, pode até melhorar, mas você acha que “do jeito que tá, está bom” e não faz nada até descobrir o significado do marasmo, da monotonia, da insatisfação. Este é o momento em que chega alguém e te dá um puxão de orelha, ou te dá o empurrão que você precisa para sair dessa zona de conforto e fazer algo realmente construtivo em sua vida. E o que pode ser esse empurrão? Um convite para uma nova atividade ou negócio, uma mudança de emprego ou até mesmo uma demissão inesperada. Na maioria das vezes, esses empurrões, que parecem negativos, acabam sendo os mais eficientes para que mudemos os rumos para melhor.

De qualquer maneira há apenas uma certeza: a mudança está dentro de você, tem que partir de você. Ninguém vai fazer nada por você se ficar aí, sentado na janela da vida vendo as oportunidades passarem à sua frente.

Imagina se eu esperasse que alguém me empurrasse naquela ladeira infernal de frente à minha casa. Eu com certeza estaria sentado ao pé dela até hoje. E se eu não tivesse voltado ao trampolim depois de ter sido empurrado numa queda assustadora? Eu jamais iria descobrir o prazer da liberdade da queda livre.

É claro que isso tudo é metáfora, mas se associa perfeitamente ao que devemos fazer para obter sucesso naquilo que queremos. Mas não devemos jamais desanimar nas primeiras tentativas caso o resultado não seja o que você deseja. Pense que, como no exemplo da ladeira, eu até chegaria em casa empurrando a bike. Mas pedalando, cheguei muito mais rápido. E com outra sensação: a de vitória, de desafio vencido, de conquista!

Por isso prepare-se, melhore a cada dia, treine ser uma pessoa mais confiante, mais determinada, mais objetiva. Mantenha o foco, tenha fé e prefira ser feliz do que ter razão. Você não precisa provar nada para ninguém a não ser para si próprio. Os limites a serem vencidos não são os do seu colega, mas os seus. Assim como eu, ao encontrar uma ladeira supostamente invencível, pense que sua conquista está lá em cima te esperando. Você é quem decide se vai empurrando ou pedalando!