Dia 12 de junho, uma data em que todos os casais, inclusive aqueles que já estão há anos juntos, de papel passado, comemoram feito pombinhos apaixonados. E podem até ter quebrado o pau no dia anterior que tudo sumirá na névoa densa do amor e do carinho que permeiam esse dia.

Dia 12 de junho é dia de dar presentinho, reservar mesa naquele restaurante tão desejado, enfrentar fila em motel, ou simplesmente abrir uma garrafa de vinho em casa para degustar com a companheira. É dia de acordar dando ou recebendo buquê de flores, com café da manhã na cama e muitos beijinhos e abraços amorosos com bafo de noite mal dormida.

Dia dos namorados é dia de passar o tempo todo mandando mensaginha pelo celular, pelo Face, pelo Whats, pelo Insta (com foto de beijinho no ombro) e, quem ainda vive na idade da pedra, pelo Orkut.

Dia 12 é dia de cancelar o poker com os amigos, a pelada com colegas de trabalho, o jiu-jitso da academia e preparar o físico para a noite de sexo selvagem (em alguns casos nem um pouco assim) que virá pela frente. Noite que terá de superar todas as outras vividas até o momento, desde o último dia 12 de junho do ano passado.

Será dia também de convocar a sogra para tomar conta da bebê ou de mandar os filhos pra casa da vovó, deixando acertado que será ela que terá de buscá-los na escola no fim de tarde. E para muitos malandros, dia de malabarismos, de arranjos e estratégias para conciliar a comemoração com a esposa e com a amante (ou com o marido e o Ricardão) que, é obvio, cobra mais a comemoração do que a própria mulher (ou marido).

Geralmente, os homens despertam ira nas mulheres quando se abancam no sofá para assistir futebol. Mas, por causa disso, este dia dos namorados será histórico e diferente. Será como a passagem do cometa Harlley, como o eclipse total da Lua, como a última chuva de granizo no Morumbi ou como uma chuva de meteoros. E talvez ocorra apenas uma vez em nossa existência. Tão raro quanto Lula admitir que sabe de alguma coisa.

Neste dia 12, praticamente todos os homens do planeta (pelo menos onde se comemora o dia dos namorados) vão poder festejar do jeito que mais gostam: assistindo futebol pela televisão, esparramados no sofá, tomando cerveja gelada e, o melhor, com suas esposas, namoradas, amantes, concubinas, amásias, peguetes, ficantes e afins, sem reclamar, torcendo junto, felizes e saltitantes a cada grito de gol! Isso para aqueles que não vão aos estádios porque senão a comemoração da data será ainda cercada de, pelo menos, 50 mil “velas”.

É, meus amigos, será um dia dos namorados pra se guardar pra sempre. Mas por recomendação médica, não tente comemorar seu aniversário de casamento assim se por acaso coincidir com presença do seu time na final do Brasileirão este ano!

E vai ter Copa! Com amor e carinho!