Minha vida nos acordes de um violão

Descobri a música muito antes de me tornar gente. Eu tinha pouco mais de cinco anos de idade quando meus pais me colocaram para aprender violão e minha irmã piano. Caso típico que acontece em muitas famílias de classe média. Pelo que me lembro, fiquei menos de um ano na escolinha de música mas o básico que aprendi me deu incentivo para continuar. E não parei nunca mais. A partir daí foi só ir às bancas de revistas e comprar a famosa “Violão e Guitarra”, mais conhecida como VIGU, uma revistinha que trazia as músicas da moda cifradas. Acho que existe até hoje, talvez com outro nome.

Na verdade eu me considero um analfabeto musical. Conheço poucos o nome dos acordes, não sei ler partituras e interpreto as cifras com muita dificuldade. Mas aprendi a tocar de ouvido. Basta ouvir uma música qualquer no rádio ou num CD que sei quase que exatamente em que tom em que esta sendo tocada e quais os acordes usados. Ou seja, sei fazer os acordes mas não sei seus nomes. É uma coisa meio estranha, mas foi assim que aprendi.

Aos dezoito anos de idade comecei a compor minhas primeiras músicas e a participar de alguns festivais. À medida em que o caderno de letras foi ficando cheio, a prateleira do meu quarto começava a guardar alguns troféus de festivais dos quais participei. Ganhei alguns deles pelo interior do país, como no Festival ECO-MS de 1993, em Mato Grosso do Sul. A música O Abraço da Terra (ouça aqui) acabou se tornando um dos hinos daquele estado e até hoje toca nas rádios de lá. Grandes amigos intérpretes locais como João Fígar, Lidiane Duailibi e Paula dos Anjos, acabaram gravando a canção que foi levada até para Portugal. Me orgulho muito dessa música porque conta a minha história de vida no estado.

Hoje tenho mais de quarenta composições que agora começo a registrá-las num trabalho mais apurado. São músicas que contam parte da minha história pessoal, as relações que tive, os laços que mantenho, os tropeços dados e as realizações e conquistas. É um trabalho que, em breve, será divulgado por aqui e pelas redes sociais. Mas não terá um CD gravado, nem lançamento, nem shows por aí (pelo menos não neste início). Minha profissão principal é o jornalismo e vai continuar sendo. A música é apenas minha terapia, meu hobby, meu lazer.

Enquanto o trabalho não se conclui, mostro pra vocês no link abaixo uma pequena mostra do trabalho recente onde faço praticamente todos os instrumentos (alguns com recursos do iPad), principalmente o violão, meu eterno parceiro.

Ouça aqui.

Espero que gostem.