Voto: poder na ponta dos dedos.

Começou a campanha eleitoral. E vai começar aquele incômodo assédio dos candidatos nas ruas, na TV e também aqui na internet. O Facebook já está repleto deles com suas fotos de perfil trazendo o nome, partido e número de campanha. A justiça eleitoral lhes deu esse direito, a internet é livre, então não podemos reclamar. Mas podemos bloqueá-los nas nossas páginas, se desejarmos. Tenho amigos candidatos mas não vou permitir que usem meu perfil para fazer propaganda. Se eu quiser eu mesmo faço.

Recentemente, a justiça impediu a elegibilidade de candidatos ficha suja – aqueles que já foram condenados por crimes eleitorais como compra de votos, fraudes, falsificação de documento público, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, improbidade administrativa, entre outros crimes. Mas este á apenas uma dos artifícios – na verdade será nossa a missão real de impedi-los de chegar lá. Ou seja, o governo fez a sua parte, mesmo que a lei ainda abra algumas brechas. Mas está nas nossas mãos a responsabilidade de limar os mau-caráter, antes deles vencerem nas urnas. Talvez aprovar uma lei seja mais complexo do que usar a consciência. Então, basta barrá-los não votando neles. Esse é o poder que temos e devemos usá-lo.

O voto é a ferramenta mais importante da democracia e, de certa forma, a única maneira de limparmos a nossa política. Mas não podemos cometer a besteira de dar o chamado “voto de protesto”. Isso só nos leva a colocar no poder alguns ineptos que não vão fazer absolutamente nada por nós nem contra a bandalheira. E temos vários exemplos disso em Brasília. E mais, votando por protesto e não em quem realmente acreditamos (se bem que é difícil acreditar em alguém), estaremos permitindo que os maus se elejam pelas mãos dos medíocres e desinformados.

Talvez a Lei Ficha Limpa, na verdade, nem precisasse ser aprovada. Afinal o nosso voto continua com o mesmo poder de sempre. Saber usá-lo é o que vai fazer a diferença.