Me mostre o quanto buzinas e te direi quem és

Buzina: um perigo nas mãos dos impacientes!

Desde que o automóvel foi inventado, ela faz parte das nossas vidas. Criada, inicialmente, como sinal sonoro de alerta para os pedestres e outros motoristas, sempre foi muito útil. Mas hoje, nas mãos de alguns imbecis impacientes, a buzina se tornou a coisa mais irritante e detestável que existe.

Dê um carro qualquer para um cidadão, daqueles que viram monstros no trânsito, coloque-o num congestionamento e veja do que a imbecilidade dele é capaz de fazer com a buzina. O cara acha que meter a mão no volante e apertar continuamente o dispositivo, vai fazer o trânsito andar. E, pior: ele não buzina para o cara logo à frente dele. A intenção, mais estapafurdia possível, é achar que vai chamar a atenção do carro que está lá na frente, na primeira fila do semáforo, 35 carros adiante!

É uma irritabilidade de dar nojo. Parece que o sujeito quer descontar toda a raiva na buzina. Se brigou com o patrão, mete a mão na buzina. Se brigou com a mulher, mete a mão na buzina. Se o trânsito para, mete a mão na buzina. Se uma pomba senta no capô, mete a mão na buzina. O camarada não sabe fazer outra coisa a não ser isso – meter a mão na buzina desenfreadamente.

E aqueles que, atrás de você no semáforo, mal esperam o sinal verde acender e dão aquela buzinadinha pra te “empurrar”? Calma camarada, o sinal acabou de entrar no verde! E nem quero falar dos que param na frente do prédio e ao invés de usar o celular pra chamar alguém, incomoda todos os demais moradores com suas buzinadas intempestivas.

Por causa disso tudo, do mau uso, o que era pra ser um item de segurança até, virou arma de chatice nas mãos de boçais. Será que eles pensam que buzinando dessa forma vão extravasar, desestressar, por os demônios pra fora?

É incrível perceber o quanto o ser humano se transforma no volante de um carro. E já tive provas cabais disso. Já vi amigos que, no ambiente de trabalho são dóceis, gentis e solícitos. Mas quando peguei carona com eles, me assustou o modo como o trânsito joga por terra toda aquela serenidade. Xingamentos, freadas bruscas, fechadas, disputa por espaço nas faixas, gestos obscenos. Parece que eles entram numa batalha onde só se salva da morte quem vence!

Voltando às buzinas, lembra daquele aviso “Proibido Buzinar, Hospital”? No dia em que minha filha nasceu, numa maternidade quase na esquina da Avenida Paulista, pude ver do quarto o quanto esses esse tipo de motorista não está nem aí pro alerta. Claro, não são punidos! Alguém já tomou multa por buzinar mais do que deve em lugar que não pode?

Essa coisa da “buzinação” compulsiva é mais uma atitude que me faz sentir vergonha de determinados cidadãos. Se eles dirigissem com a mesma habilidade com que, freneticamente, tocam suas cornetas, o trânsito seria bem melhor e bem menos barulhento!

12 thoughts on “Me mostre o quanto buzinas e te direi quem és

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 09:10
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    O amigo ai precisa aprender a fazer as suas criticas , se os motoristas sao isto tudo de palavras de baixo nivel que voce falou ,voce é um indentico motorista nas pronucias das palavras baixas , pq quando eu olhei este texto seu só me deixou mais extressado com a colocaçao das palavras, voce realmente não é só mais um estressado no transito mas sim em qualquer situaçao………..

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 09:22
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    A maior aberração é a mão na buzina desses anencéfalos e próximo aos principais hospitais, esses incapacitados que financiam e refinanciam o carro ou pegam “da firma”, insistem em buzinar. Reclamam dos políticos, de tudo, mas entender seu papel insignificante na sociedade parece pedir demais. Por isso querem aparecer… usando o carro e sem tirar a mão da buzina. A berração dos que se excluem da sociedade civilizada. Aberração diária.
    Pior que existe multa. Pior ainda é ver que isso não adianta. A educação, quando faz falta, causa calamidades.
    Campanha contra buzina mal educada já!

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 09:59
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    Excelente o seu texto. Estou de pleno acordo! Não tem nada mais incoveniente do que uma buzina inapropriada ao “pé do seu ouvido”!

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 10:07
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    tem ainda os imbecis que buzinam qdo a gente para na faixa de pedestres, ou pra nao fechar cruzamentos, ou pra dar preferencia a quem ja está nas rotatórias…falta de educaçao e desconhecimento total do CTB.

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 11:02
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    Sem falar nos motoqueiros que em média buzinam uma vez a cada metro e se acham donos de todos os espaços. Só não aprovei o termo “mongolóides”, eles não merecem ser lembrados assim tão negativamente…

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 11:45
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    Já não se fazem jornalistas como antigamente. As críticas não devem ser tão raivosas e com palavras tão baixas como usou. O bom jornalista sabe ser ácido sem precisar ser baixo. O público tem o direito de ser barraqueiro, mas vc como jornalista, não.
    E por favor, elimine do seu vocabulário a palavra MONGOLÓIDE. Esse era um termo extremamente preconceituoso que se usava referindo-se aos portadores da sídrome de down. E é uma variação perversa do termo MONGOL, que é o povo que nasce na Mongólia, por esses terem a aparência de um síndrome de down. Ou seja, é uma palavra totalmente EQUIVOCADA e deve ser deletada do vocabulario de qualquer pessoa minimamente inteligente e sensata.
    Coisa que vc como jornalista, tinha a obrigação de ser.

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 12:42
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    TODOS OS DIAS COMENTO ISSO EM CASA, PASSO DIAS SEM USAR A BUZINA DO CARRO E TENTO MOSTRAR A MINHA FAMÍLIA O QUANTO É ESTRESSANTE E INEFICAZ O USO SEM LIMITES. O TRANSITO SE RESUME EM EDUCAÇÃO, PACIENCIA E TOLERANCIA. TANTO QUE TENHO 45 ANOS MAS PAREÇO QUE TENHO BEM MENOS.

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 14:38
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    Parabéns pela retirada do termo “mongolóide” do texto. Mas continuo achando que você foi desnecessariamente raivoso em sua crítica.

    • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 17:54
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      Pelos demais comentários você perceberá que expresso a mesma reação da maioria dos motoristas. Entenda mais como indignação. Obrigado pelo comentário.

  • 8 \08\+00:00 fevereiro \08\+00:00 2012 em 18:14
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    Olá Ogg.

    Primeiro eu gostaria de agradecer por responder ao meu comentário. Poucos são os blogueiros que se dão a esse trabalho.
    O que quis dizer é que de fato a população na sua média é raivosa. Mas acho que o profissional que trabalha com a palavra, e que tem um enorme espaço para expô-la, como o seu caso, deve tomar um pouco mais de cuidado.
    Pense bem, se você escreve demonstrando raiva pelos “buzinadores em excesso”, como espera que seus leitorem reajam da próxima vez que se irritarem com uma buzina?
    Acho que escrevendo assim, de uma certa forma vc estimula as pessoas a ficarem ainda mais nervosas durante uma situação de stress no trânsito, o que pode levar um desfecho trágico (não são raras as mortes por brigas no trânsito).
    Por isso disse que a população tem o direito de fazer “barraco”, mas acho que vc como jornalista, não.

    Mas de qualquer forma o que foi bom foi o diálogo, onde eu expus minha opinião, e você a sua.

    Parabéns pelo blog.

    • 9 \09\+00:00 fevereiro \09\+00:00 2012 em 10:22
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      Rafael…. aqui no blog, na verdade, quem escreve é o cidadão Ogg Ibrahim (não o jornalista), que se indigna e se revolta com coisas erradas que vê por ai, como milhares de brasileiros. A definição está na apresentação do blog. O jornalista está apenas na TV. Portanto aqui me foi dado o direito de me mostrar como o ser-humano comum que sou, que xinga, que se enraivece, que se revolta e pode ser, as vezes, tão amargo quanto qualquer pessoa. É uma maneira de eu me mostrar diferente do que os outros veem na tv. Forte abraço.

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