Porque ela não pegou alguém do meu tamanho?

Esta semana vimos, estarrecidos, a atitude lamentável de uma enfermeira (que estudou para “cuidar”) que maltratou e matou um inofensivo cachorrinho. As cenas do vídeo que circulam na internet são de chocar qualquer ser humano, por mais insensível que seja. É claro que vai aparecer alguém aqui, que detesta animais, querendo coroar essa desumana. Mas acho que nenhum ser vivo, qualquer que seja, merece um tratamento desse tipo. Pra mim é como se ela tivesse maltratado uma criança. E o pior de tudo, cometeu essa barbaridade na frente da filha de 3 anos. Me pergunto que referências da mãe essa criança vai ter quando crescer?

(Assista o vídeo aqui. Cuidado, cenas fortes – http://www.youtube.com/watch?v=dAajVtMjN6g)

Desde pequeno aprendi a gostar de animais de estimação. Tive passarinhos, mas só até descobrir que a beleza deles está no voo. O que seria impossível dentro de uma gaiola. Aprendi a gostar de cães e gatos porque meus pais criaram a mim e meus irmãos ensinando que todo ser vivo também vem de Deus e, portanto, merece o mesmo carinho, respeito e cuidados que nós. Cresci aprendendo que esses animaizinhos são como pequenos anjos sem asas que enfeitam nossas vidas para nos dar alegria e, porque não, proteção.

Infelizmente, nesse país, as leis para punir violência contra animais não funcionam. Nunca ouvi falar de alguém que tivesse sido preso por maltratar ou matar algum. Mas funcionam para quem rouba um pacote de bolacha porque o filho não tem o que comer em casa. Tudo bem! Já que roubo é roubo, não importa o motivo, assassinato é assassinato, não importa a vítima.

Na delegacia a tal da enfermeira disse que o cachorro era “um monstro”, agressivo. Oras, mas porque ela o mantinha então? Porque o tinha adquirido? Ninguém é obrigado a ficar com um animal que não deseja. Existe gente que adota, ou que disponibiliza para adoção. Era simples de ser resolvido. Mas não, essa distinta senhora sem alma preferiu a violência, a ignorância, a estupidez.

E é essa a lição que ela ensinou à sua filha que, talvez, cresca agora uma pessoa intolerante com animais como a mãe. Ou não! Tomara que ela, na sua ingenuidade e pureza – as mesmas do animalzinho que ela viu morrer pelas mãos da mãe – consiga abominar o que presenciou e tenha compaixão para com eles.

Quanto à mãe, só desejo que ela amargue algum tempo numa cadeia qualquer para que sirva de exemplo para outros que acham que são superiores a estes pequenos seres iluminados que nos trazem tantas alegrias. Estes sim muito mais humanos que muita gente por aí.

E se você está pensando em postar um comentário dizendo “pra que se preocupar com animais se há tantas crianças abandonadas por aí”, pense antes em quantas crianças você ajuda todos os dias da sua vida. Eu ajudo… várias! E nem por isso acho que animais são menos importantes que elas. São apenas diferentes!