A fumaça controversa

Vai um fumacê ai?

Existem em são Paulo algumas coisas que não tem no resto do Brasil. Uma é o rodízio, que até acho correto e funciona bem, senão o trânsito seria um caos ainda maior. A outra é a tal da inspeção veicular. A intenção é nobre: diminuir a poluição do ar tentando reduzir o número de carros poluidores nas ruas. Mas, como diz o velho ditado, “de boas intenções o inferno tá cheio”.

Eu até concordaria em pagar uma taxa anual se a coisa fosse séria. Mas não é o que vemos nas ruas diariamente. Nem no que já foi mostrado pelo jornalismo da Record. Quem não viu, já denunciamos alguns técnicos da controlar (os que fazem os testes de avaliação) que recebiam propina para liberar carros irregulares, com índices de poluição bem acima do permitido. E agora, mais recente ainda, o escândalo da renovação do contrato da prefeitura com a Controlar por debaixo do pano, sem nenhuma licitação.

Enquanto isso, vemos circular pelas ruas de São Paulo centenas, milhares de veículos cujo escapamento mais parece a chaminé de uma fábica de celulose. E o pior: os que mais dão mau-exemplo são os ônibus do transporte público da capital. Eles sim são os principais responsáveis pela maior parte dessa poluição.

Parece aquela coisa de faça o que eu mando, não faça o que eu faço – diria a prefeitura.

E até quando isso vai? Nós, os trouxas, vamos continuar levando nossos carros na oficina, gastando os tubos na manutenção, pra deixar ele funcionando como um reloginho pra passar no teste. Enquanto isso, os espertos nos cobram mais uma taxa, além do licenciamento, do IPVA, do seguro obrigatório, pra depois permitir que um ônibus vomite fumaça nas nossas fuças.

Bloquear os bens dos envolvidos é pouco pra se começar a por ordem na casa!

4 thoughts on “A fumaça controversa

  • 8 \08\+00:00 dezembro \08\+00:00 2011 em 04:44
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    “Mal-exemplo”? Por favor, caro jornalista, não dê esse mau exemplo!

    • 8 \08\+00:00 dezembro \08\+00:00 2011 em 07:22
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      Obrigado caro leitor. Corrigido! Ninguém é prefeito – se eu fosse seria uma lenda, não um jornalista!

  • 8 \08\+00:00 dezembro \08\+00:00 2011 em 08:37
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    Detestei seu texto sobre a inspeção veicular. Pouco informativo e nada interessante, bem como é ridiculamente medíocre. Ainda bem que não assisto ao jornal que você apresenta, pois não tenho este tempo para perder.
    Um jornalista sério e que desejasse transmitir credibilidade jamais utilizaria palavras como “trouxas” ou “fuças”. A inspeção veicular é extremamente importante, só assim o povo brasileiro, reconhecidamente despreocupado com questões como não jogar lixo na rua ou realizar manutenções nos veículos, muda a postura. Infelizmente a maioria dos brasileiros só respeita quando é obrigatório e mexe em seu bolso, caso contrário, ignoram. Está aí a nova lei de trânsito que multa condutores que não derem preferência aos pedestres. Diga-me, isso era mesmo necessário, se a população tivesse o mínimo de consciência? Pois é…..sou a favor de medidas tomadas para ajudar o meio ambiente sim, sejam elas tarifadas ou não. Se estiver descontente, mude-se para uma cidade onde não haja o programa de inspeção. Problema resolvido!!

    • 8 \08\+00:00 dezembro \08\+00:00 2011 em 12:20
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      Cara leitora… você comete dois erros: primeiro de não ler o artigo direito. Eu digo que sou a favor, desde que a coisa seja séria. As últimas denúncias não mostram isso. Acho uma excelente medida, mas que não seja usada para fraudes. Outro erro é de avaliação: se leu meu perfil (e acho que não) viu que quem escreve no blog não é o jornalista e sim o cidadão. E como cidadão, escrevo o que quiser, do jeito que quiser. Fique à vontade para despejar sua ira sempre que algo a incomodar!

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